I Noite de Solos e Performances d’A Casinha Enterder a performance como o prolongamento de uma existência real é a percepção da criação de um contexto de arte. Sem marcações, pausas ou pontos... Um estado de sentir! Quantas vezes nos pegamos sem entender nada diante de uma peça de arte? Ou mesmo o porque estamos ali. Chazam! A digestão pode vim só com o tempo, cair no esquecimento ou ficar só o frio na barriga! Nossa I Noite de Solos e Perfornances aconteceu entre amig@s e visinh@s. Caráter político, intrínseco, artístico e de cunho econômico, (não capitalista), com o [[[“ Pague Quanto PUDER!”]]], varou a noite com muita luz e amor. Entre livros e lixos, caindo do céu pela janela aberta do nosso teto, iluminado pela lua, a I NSP aconteceu na sua magnitude como o primeiro evento artístico pós contemporâneo libertário, não institucionalizado, visionário e libertino, porque não falar de Aracaju com tanta autonomia e ousadia. Carecemos, por vezes, de registros nos nossos eventos, mas I NSP marcou na mente e no coração dos que estiveram presentes. Foram 5 performances, 4 solos e duas instalações. As instalações “Azuis III” e “Sozinhas dentro das mesmas” (Ju Agreste) aconteceram em dois cômodos ainda desabitados, dando vida,renovando o ar antes de poeira e penumbra. À noite inicio-se com o entusiasta de Arte, Adones. Do interior de Pernambuco, pensador em arte nas horas vagas e das de trabalho também, abriu seus loucos sonhos que carregava a leveza no emaranhado de objetos artísticos cheios de amor e PO-E-SIA dentro de sua mala! Em que o artista se conecta com o mundo. Com ou sem enredo no caminhar da performance, o gostoso mesmo é ouvir suas histórias pelas andanças que já fez com a bela proposição de abrir seu coração. Maryane Camparoni, artista plástica, feminista, propagadora da cor mais quente, apresentou uma performance que culminou numa instalação denominada “Azuis III” , colorindo a diversidade de silêncios que reluz dentro de nós; a instalação tem a pretensão de abrir novamente ao público. Herysson Rios, ator/moradora/ativista da ocupa, com o {“X” da questão} rasgou tabus, queimou regras, desfigurando símbolos e pilares de uma sociedade machista, misógina, LGBTfóbica que maqueia símbolos de igualdade. Forte e emocionante vê no artista seu papel TRANSformador diante do seu CORPO NU, marcar um tempo num espaço. Respirando fundo, conseguimos uma pausa nas emoções para exibir os vídeos-performances: Intitulada “Santa/Puta – 30 milhões de violações diárias”, teve sua primeira aparição desde a sua composição. Registro de LILIDÁPRACÁ na ocupação do antigo Hospital psiquiátrico de Aracaju, hoje Ocupa Sta Maria, desativado depois de três anos, sem destinos certo aos OCUPADXS, localizado no Bairro Siqueira Campos no ano de 2016. No evento “OcupARTE”, SANTA/PUTA foi concebida por mim, Juliana Aguiar e Isa Barreto, atriz, dançarina, logo após a violação de mais um útero por 33 homens no Brasil. Assistir em grande dimensão remeteu-me ao sentimento de angustia daquele ambiente em que os gritos e sussurros ecoavam socorro, o arrepio foi imediato. Marcando presença, o grande Coelho Experiênça, interveio com duas performances e a apresentação do vídeo “Idade Mídia”, de 2016. Questionador, Barnabés ou Sr. Coqueiro respondeu a sua existência no mundo. Também foram apresentados os vídeos “O Muro é o Meio” de Eudaldo Monção, o vídeo performance “Geometrie Kaliniene de Débora Kaline pelo coletivo Amemnorréia e o ... Seguimos o baile, a noite teve seu auge com as intervenções dxs moradoras ativistas Amanda Lemos e Igor Naedro com um tipo de apresentação que denominei “vídeo-movimento” em que o dispositivo andou por todas as partes da Casinha projetando ilusões, devaneios e calafrios. Com a introdução de uma faca do orifício anal, A PERFORMANCE calou muitos olhos. Reluziu azul, fogo, ousadia, amor, transformação e inspiração. A I NSP da ocupa A Casinha foi lindo e únicA, marco De um movimento artístico performativo da cidade. Que venha os próximos! Vida longa A CasinhA!!!

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